Microplásticos: grandes problemas


Foto: iStock

O plástico ainda é um desafio para o Planeta, mesmo o seu custo de produção sendo consideravelmente baixo, o uso do produto vem causando danos irreversíveis para o meio ambiente. Muito pouco reutilizável, esse material pode levar em torno de 450 anos para se decompor e, na maioria das vezes, não se decompõe por completo, apenas é quebrado em pedaços cada vez menores, circunstância chamada de microplástico. Os microplásticos já são conhecidos como responsáveis pela poluição nos oceanos e por serem altamente perigosos para os plânctons e animais marinhos que quando se alimentam desse vilão, podem sofrer sérias lesões em órgãos internos, bloqueio gastrointestinal e até morrer por asfixia. O assunto é sério, ainda mais considerando que pesquisas indicam que até 2050 terão mais plásticos do que peixes no oceano. E se engana quem pensa que o risco é só para quem vive no mar, os seres humanos também ingerem e respiram cerca de 50 mil partículas de microplásticos por ano, que podem causar intoxicação e inúmeras doenças. Os microplásticos possuem grande capacidade de absorver metais pesados, entre outros componentes de alta toxidade, além disso, carregam também o bisfenol, substância associada a diabetes, síndrome do ovário policístico, cânceres, infertilidade, doenças cardíacas, fibromas uterinos, abortos, endometriose e déficit de atenção. Com isso, fica claro a necessidade de diminuir o consumo desse produto. Acompanhe algumas substituições para aplicar no dia a dia e colaborar para um mundo melhor:

Canudos: muitas vezes desnecessário, o canudo de plástico é usado por poucos minutos, não é reutilizável e poderá nunca se decompor. Para diminuir o impacto, algumas cidades do mundo já estão proibindo esse produto. No Brasil, o Rio de Janeiro foi o pioneiro nessa iniciativa passando a fiscalizar o cumprimento da lei municipal que proíbe o uso de canudos plásticos em locais como bares, quiosques e restaurantes. A multa para quem descumprir a lei é de R$ 3 mil. Mesmo que a sua cidade ainda não proíba o produto, no mercado já é facilmente encontrado versões do produto em papel, vidro, metal, bambu ou palha, mudar esse hábito pode ser uma grande diferença.

Ecobags: os próprios supermercados já estão incentivando o uso desse produto, em São Paulo, por exemplo, as sacolinhas plásticas são cobradas, em cidades menores, já encontramos pelos corredores diversas opções de ecobags à venda. Além disso, uma outra dica é não colocar as frutas e verduras da feira naquele tradicional saquinho, coloque direto no carrinho ou na sua ecobag.

Recipientes reutilizáveis e garrafinha de água: uma pessoa que almoça fora de segunda até sexta-feira e leva seu almoço diariamente em uma embalagem descartável, no final da semana contribuirá com no mínimo cinco embalagens no lixo. Caso você tenha essa rotina, opte por levar em recipientes reutilizáveis, além de ajudar com a natureza, vai ajudar no seu bolso. Troque também os copos plásticos por uma única garrafinha de água, se possível, escolha uma de vidro ou livre BPA, essa troca será viável para sua saúde.

Cozinhe: além de não ter muitos benefícios nutricionais, a área de congelados é cheia de embalagens desnecessárias que enchem os lixos. Evitar passar por ela pode ajudar você a acabar com dois males de uma vez só.

Métodos alternativos de limpeza: apesar de necessário, nem sempre o hábito de limpeza é uma prática sustentável. Se considerarmos o volume de água, gasto de energia elétrica e até com produtos de limpeza, a conta pode sair bem alta para o seu bolso e para o meio ambiente. Além disso, o excesso de substâncias químicas é prejudicial para a sua saúde e de toda a família. Pequenas atitudes que não exigem muito esforço podem ser aplicadas a rotina e gerar grandes resultados.

Marcas sustentáveis: escolha sempre uma marca amiga do meio ambiente. Hoje, vários segmentos estão adotando esse conceito, logo, você facilmente encontra roupas, produtos de higiene e até na hora da alimentação com selo sustentável.

Descarte corretamente: muitas vezes não tem jeito de seguir as dicas acima e precisamos utilizar o plástico. Quando isso acontece, caso não for possível reutilizar ou reciclar, é importante realizar o descarte correto do material. Separe os itens por tipo de material, limpe-os e coloque na lixeira vermelha da coleta seletiva. Se seu bairro ou cidade não tem coleta seletiva ou se você ainda tiver dúvidas de como descartar, acesse a seção Postos de Reciclagem do Portal eCycle e veja onde fazer o descarte correto.

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